Projeto Horta Urbana II fortalece comunidades e cultiva transformação no Vale do Ribeira

O projeto Horta Urbana II avança em sua segunda edição consolidando ações que integram ações educativa, segurança alimentar, fortalecimento comunitário e protagonismo feminino, no município de Registro, no Vale do Ribeira.

Nesta primeira etapa, que marca a metade do percurso do projeto, diversas atividades foram realizadas nos bairros Arapongal, Vila Nova e Jardim Paulistano, promovendo impacto direto na vida das famílias participantes.

Mais do que o cultivo de alimentos, a iniciativa tem se afirmado como um espaço de aprendizado, troca de saberes e construção coletiva para essas mulheres que gerenciam as famílias. .

Formação que fortalece o território

Um dos eixos centrais do Hortas Urbanas II é a formação das agentes territoriais, que serão  as articuladoras e as multiplicadoras locais de conhecimentos de seus territórios. 

Foram realizados quatro módulos formativos nas temáticas de ‘Agricultura Urbana e Compostagem’ ; ‘Segurança Alimentar, PANCs e Alimentação Saudável’; ‘Agroecologia, Território e Feminismo’ e ‘Economia Solidária e Cooperativismo’. Em cada encontro tivemos a presença de mulheres especialistas nessas áreas: Vanessa de França, Natalia Mancini, Yasmin Shibata, Maria Shibata, Marilua Feitoza, Priscila Barros, Rosana Rocha e Elizabeth Matos, compartilhando para além dos conhecimentos técnicos, muitas experiências.

Os encontros formativos têm fortalecido o protagonismo feminino local, preparando as participantes para atuarem na implementação e continuidade das hortas em seus territórios.

A formação integra conteúdos práticos e reflexivos, conectando agroecologia, cuidado com o território, e organização comunitária.

Oficinas e práticas que geram impacto

Ao longo desta etapa, o projeto promoveu em cada um dos três territórios, oficinas para as famílias participantes, que ampliam o conhecimento e incentivam práticas sustentáveis no dia a dia das comunidades.

Na oficina de ‘Alimentação Saudável’, foi apresentado como melhorar o repertório alimentar e de forma mais saudável, incluindo na alimentação do dia-a-dia ingredientes pouco utilizados, mas muito nutritivos. Na oficina de “Agricultura urbana e Compostagem”, foram abordadas técnicas agroecológicas e de plantio em pequenos espaços, produção de mudas, e formas de realizar compostagem. 

As atividades combinam teoria e prática, contribuindo para que as participantes desenvolvam autonomia na produção de alimentos e no manejo consciente dos recursos.

Segurança alimentar com alimentos agroecológicos

Outro destaque é a entrega de cestas com alimentos orgânicos e agroecológicos produzidos e entregues pelos nossos parceiros da AMAFARVA – Associação de Moradores e Agricultores do Rio Vermelho, garantindo acesso a produtos de qualidade e fortalecendo a alimentação saudável das famílias envolvidas.

As cestas representam não apenas um suporte imediato, mas também um incentivo à valorização da produção sustentável e dos sistemas alimentares locais.

Caminhos que seguem se expandindo

Com o avanço para a segunda metade do projeto, novas ações já estão previstas, incluindo vivências em outros territórios, que devem ampliar ainda mais as trocas de experiências entre as participantes.

A expectativa é fortalecer redes, aprofundar aprendizados e expandir o impacto das hortas urbanas para além dos territórios já atendidos.

Um processo em construção

O Hortas Urbanas II reafirma seu compromisso com a transformação social a partir do território, promovendo autonomia, fortalecimento comunitário e acesso à alimentação saudável.

Esta é apenas uma etapa de um processo contínuo, que seguirá sendo construído coletivamente nos próximos meses — cultivando não apenas alimentos, mas também um futuro mais digno para essas famílias.

 

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